01 junho 2007

FOLHAS QUE NÃO MURCHAM

“Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.” Sl. 1:3

Embora no Brasil não seja muito comum notar as transformações que ocorrem, anualmente na natureza, em decorrência das mudanças climáticas características de cada estação, em outros países a situação é muito diferente. Depois de passado o verão, o outono e o inverno provocam uma drástica mudança em suas paisagens e, de um modo particular, num primeiro momento, as folhas secam, caem e geram uma imagem cinzenta do que antes era marcado por um quadro caracterizado por sua multicor. Depois disto, cai a neve, o frio se intensifica, o cinzento é substituído pelo alvo impactante, o qual se estabelece sobre árvores, campos, montanhas e lagos, cidades inteiras, exibindo a imponência de um rigoroso inverno, onde tudo parece muito calmo e silencioso.
Algumas vezes tenho a impressão de que a igreja também experimenta algum tipo de mudança climática ou de estação. Outras vezes penso que algum clima veio pra ficar e, nesse caso, mesmo que a temperatura mude lá fora, o que se passa no coração não apresenta sintomas de alguma tendência em se modificar.
Quando este é o caso da natureza, ficamos como que em estado de alerta. Em se tratando da igreja, entretanto, a questão é totalmente contrária. Ela precisa apresentar folhas sempre verdes, acompanhadas de flores e frutos, provas incontestáveis de sua robustez e do caráter vívido originário de Sua Fonte primária responsável por vigor permanente e por uma beleza crescente.
O Salmo primeiro disserta sobre esta situação. Ele aponta para as evidências apresentadas pelo justo e pelo ímpio, ficando claro quem ainda está vivo e quem está sem beleza, sem brilho e sem cor, secando desde a raíz.
Numa época de frio intenso, é inevitável deixar de analisar e constatar que a primavera e o verão já se foram, o outono se instalou e mesmo antes que chegue o inverno, algum tipo de frieza espiritual parece superar todos os limites, invadindo estações adentro e se perpetuando na vida de um incontável número de pessoas.
Desta forma, ainda que não haja “tempo ruim” para se manter no trabalho, para desfrutar de algum tipo de lazer, para investir em uma boa formação acadêmica, dentre outras coisas mais, o “tempo está fechado” quanto a investir na vida espiritual. O frio intenso não consegue estimular o apetite pelo genuíno leite espiritual, amortece a disposição para a oração, resseca os lábios impossibilitando-os para a evangelização o louvor e a adoração, fazendo morrer não a natureza terrena, mas dando clara demonstração de que a árvore pode estar morta e se definhando desde a raiz.
Convém que reflitamos sobre isto e tomemos as providências necessárias enquanto há chances de se reverter tal situação.
Que o Senhor nos ajude e nos esclareça em mais este grande desafio.
Rev. Marcos Martins Dias

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