22 março 2009

O DESAFIO DE APRENDER

“Estas cousas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos tem chegado”. II Co. 10. 11

A história de Israel tem servido de grande influência sobre a igreja pós moderna.
Isto pode ser notado pelo modo como as manifestações sobrenaturais são exaustivamente exploradas, as conquistas sobre outros povos, ricas promessas alcançadas, grandes profetas que se destacaram e outros elementos que inspiram o comportamento de muitos e as incontáveis formas de se compreender o modo de Deus agir ontem, hoje e sempre.

Seria um grande erro concluir que aprender com o passado é algo simples de se obter. Isto se observa claramente na maneira como nossos antepassados incidiram nos mesmos erros muitas e muitas vezes, demonstrando a força que a velha natureza possui em desviar-se com certa facilidade de tudo quanto é certo, justo e bom.

Obviamente somos levados a concluir que a misericórdia de Deus sempre foi a razão da preservação dos judeus e a responsável pela prodigiosa manifestação de grandes benefícios ao longo de toda a sua história, considerando que a inobservância do preceitos divinos assumem proporções incomparavelmente maiores do que o contrário, ou seja, a desobediência sempre levou vantagem sobre a obediência, a exceção de Cristo, Deus mesmo encarnado.

Deste modo, não nos surpreende que o apóstolo Paulo se utilize da expressão “Deus não se agradou da maioria deles” para mostrar que, assim como Suas mãos não estavam encolhidas para salvar, também jamais deixaram de punir o pecado e corrigir Seu Povo, jamais permitindo que qualquer um de Seus planos fosse frustrado.

Estamos vivendo tempos cada vez mais difíceis. Isto não é nenhuma novidade; entretanto, saber que isto é uma realidade não implica aprendizado, convicção de que estamos inseridos neste contexto onde a igreja permanece se mostrando inclinada para a desobediência, embora, em muitos sentidos, prefira enfocar a misericórdia de Deus e aguardar pelos Seus favores, por Suas promessas de bênçãos, de vitórias, de conquistas e, sobretudo, de salvação, tentando minimizar a gravidade de sua situação.

Isto serve para mostrar o quanto é difícil aprender. Mesmo assim, Deus não desiste de nós e, além de registrar os erros do passado para nos servirem de advertência, principalmente levando em conta que “os fins dos séculos tem chegado”, nos concede um dia após o outro para refletir sobre como temos nos comportado e o quanto ainda precisa ser reparado, a fim de que não sejamos insensibilizados pela sensação de que estamos em pé e imunes a possibilidade de cair.

Aprender não é tarefa fácil; entretanto, também não é impossível. A humildade para enxergar esta realidade já é um bom começo. Portanto, nos apliquemos a refletir sobre tudo quanto já ficou para trás, trabalhando para que o dia de hoje seja melhor do que ontem e o prenúncio de um futuro sempre superior, a caminho de uma eternidade em companhia de Cristo, segundo cuja imagem estamos sendo moldados.
Rev. Marcos Martins Dias

13 março 2009

CRISE MUNDIAL

“..., maldita é a terra por causa de ti;...” Gn. 3. 17
Desde meados de 2008 até agora tem-se enfatizado os problemas financeiros que acometeram todo o mundo, começando pelas questões imobiliárias americanas.
Certamente este não é e nem será o último e nem mesmo o maior problema que a humanidade já enfrentou. Até porque, normalmente observa-se uma impressionante mobilização de várias nações no sentido de manter a economia estável, bem como o desenvolvimento tecnológico, industrial etc. sempre em ascensão, o que geralmente produz resultados imediatos e que conduzem a uma retomada de equilíbrio.
Podemos estar vivendo um daqueles momentos que assustam grande parte da população mundial; entretanto, o que preocupa é a realidade de já estarmos lidando com um grande e grave problema sem precedentes, cujo início se deu no Éden, resultado do que alguns poderiam considerar uma simples questão de desobediência e que, entretanto, não faz parte das inquietações que abatem o ser humano e tampouco se constitui em objeto de análise, em busca de uma solução emergencial, considerando o gral de extensão e gravidade daquela infeliz decisão tomada por nossos primeiros pais.
Até os menos favorecidos intelectualmente reúnem capacidade para perceber que aquela perfeição que precedeu a queda, poderia ser mantida e evitar que, não apenas esta crise mundial mas, todas as crises já experimentadas pela humanidade, se tornassem uma triste realidade para nossos antecessores, para nós e para as gerações posteriores. Mais do que isto. Impediria que a humanidade estivesse propensa a sofrer as penas do inferno, além de todos os males que acometem o ser humano, ao longo de sua vida e em todas as suas faculdades.
Apesar destas claras constatações contidas nas Escrituras, os olhos da maioria estão voltados para tudo quanto está diretamente ligado a questões de caráter financeiro, sem se aperceber que o problema causador de todos os males não podem ser resolvidos com dinheiro, pela economia estável de um País ou mesmo do mundo inteiro.
A solução para tudo isto já foi lançada, as providências fundamentais já foram tomadas e o que se requer é que o homem tenha sensibilidade suficiente para reconhecer seu estado de pecaminosidade, de reprovação diante de Deus, a iminente condenação que ronda a vinda de grande parte da humanidade e a urgente necessidade de arrependimento, de volta para o Criador, de sujeição aos Seus preceitos e a segurança de que jamais haverá crise que comprometa a vida de inteira liberdade oferecida por Jesus.
Bendita é a terra por causa de Cristo e, espero sinceramente que esta mesma expressão possa ser utilizada quanto ao papel que a igreja deve exercer em todas as épocas, em todo o mundo e em todas as circunstâncias. Esta é a resposta para um mundo em crises ininterruptas, ou seja, “bendita é a terra por causa da igreja”.
Estejamos convictos quanto ao que temos feito para que isto seja a nossa realidade ao longo de toda a nossa existência. Rev. Marcos Martins Dias