12 maio 2007

PROTEGIDOS NO LAR

“O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito”. Ex. 12.13

No dia em que Deus decretou a morte dos primogênitos no Egito, os hebreus se refugiaram em suas próprias casas e ficaram livres de sofrer a décima e última praga que lhes serviria como divisor de águas separando-os da escravidão e da liberdade a ser desfrutada na terra que o Senhor prometeu dar a Abraão.
Creio que, em toda a história, nada pode se comparar à sensação de segurança trazida pelos limites que abrigavam aquelas famílias.
Deus ordenou que as ombreiras e as vergas (partes de sustentação das portas) fossem marcadas com o sangue dos cordeiros imolados para aquela ocasião.
Deste modo, todos os que estivessem da porta pra dentro, poderiam descansar tranqüilos porque a morte não adentraria seus lares, ao passo que o terror tomaria conta da parte externa habitada pelos egípcios, na medida que sofreriam a perda de todos os seus primogênitos.
Note que Deus não os tirou de lá para executar o Seu juízo. A habitação dos hebreus foi transformada num tipo de fortaleza onde não havia lugar para a condenação e onde a proteção e a garantia de salvação estabeleciam um grande contraste com a destruição que se passava ao seu redor.
Certamente que estes fatos estão carregados de uma série de significados que não devem ser desprezados e retirados de seu importante contexto; entretanto, não se pode negar que, de algum modo, há uma grande semelhança entre tudo isto e o Salmo 91.10, onde lemos: “Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda.”
O ponto de convergência é a origem desta proteção. Em ambos os casos, Deus é a razão de se ter paz e segurança, ainda que o caos se estabeleça ao redor.
Não é preciso fazer muito esforço pra admitir que o que se passa do lado de fora de nossa casa está, continuamente, exposto às mais terríveis manifestações do juízo temporário de Deus. O que precisamos verificar tem a ver com o ambiente cultivado em nosso lar e se podemos considerá-lo um lugar seguro, amparado por uma divina proteção, onde se pratica os valores que nos acompanharão rumo ao lar eterno.
Que o Senhor nos ajude a fazer uma honesta avaliação de modo que nos asseguremos de que nosso lar manifesta uma divina proteção.
Rev. Marcos Martins Dias

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